terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Blue Submarine No. 6 (OVA)

OBS: Resenha publicada originalmente no Animehaus em 04/11/2003.

Alternativos: Ao No Rokugo
Ano: 1998
Diretor: Mahiro Maeda
Estúdio: Gonzo
País: Japão
Episódios: 4
Duração: 30 min
Gênero: Aventura / Sci-Fi / Mecha



Série de 4 OVA´s, criada pelo ainda embrionário estúdio Gonzo nos anos de 1998 e 1999, Blue Submarine n.6 foi considerado revolucionário à época de seu lançamento, por se tratar de um anime produzido inteiramente em um ambiente digital. Usando e abusando de efeitos 3D, Blue Submarine n.6 possui um animação fluida e impressionante na maior parte do tempo, mostrando que o Gonzo não era apenas um estudiozinho qualquer buscando seu lugar ao sol. O futuro se encarregou de mostrar a qualidade fora-de-série de seus profissionais, em obras fantásticas como Vandread, SaiKano e Last Exile.

A história de Blue Submarine 6 se passa num futuro sombrio, no qual a Terra se tranformou num mundo devastado e quase inteiramente submerso em água, em função de uma série de eventos desencadeados por um professor de nome Zorndyke. A catastrófica destruição causada por estes eventos ocasionou a morte imediata de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo. Completando o cenário, uma sangrenta guerra entre a população em terra e os povos do mar traz ainda mais tristeza e sofrimento aos sobreviventes.


Hayami Tetsu vive neste cenário desolado. Ex-membro da tripulação do Blue Submarine n.6, Hayami resolveu abandonar o antigo posto, pois não vê sentido em lutar por um mundo completamente destruído e sem esperanças. A insistência emocionada da bela Kino Mayumi, tripulante novata que vem lhe entregar uma comunicação feita pela tripulação do submarino, injeta um pouco de energia no sempre sorumbático Hayami. O curso dos acontecimentos revelará um pouco mais do passado de Hayami e Mayumi, além de mostrar, aos poucos, as razões que levaram o mundo à destruição. Qual o motivo para a guerra entre terra x mar? Quem está de fato com a razão neste combate?

Blue Sub 6, apesar de possuir muitas qualidades, não chega a empolgar muito, talvez em função da própria inexperiência do estúdio Gonzo. Na parte visual, por exemplo: a animação é fantástica na maior parte das vezes, mas em alguns poucos momentos o resultado é bem estranho, especialmente no primeiro episódio. A mistura entre o ambiente 3D e os personagens 2D ainda não havia atingido o nível de excelência presente em Vandread e Last Exile.

Em relação ao enredo, o peso da inexperiência pode ser notado com maior força. A história começa meio capenga, dando a impressão de que Blue Sub 6 seria apenas um show de efeitos especiais sem conteúdo algum, mas melhora bastante à medida em que o tempo passa, com um desenvolvimento bem convincente das personalidades de Mayumi e Hayami (por sinal, os únicos personagens bem trabalhados). Ainda assim, o ritmo corrido e o excesso de clichês, aliados aos inúmeros buracos no roteiro e ao decepcionante final (um show de pieguice), prejudicam de maneira irreversível o conjunto da obra.



Fica a pergunta no ar: afinal, vale a pena conhecer este anime? Depende do ponto de vista: se quiser assistir a um anime com um belíssimo visual, ação ininterrupta e batalhas de tirar o fôlego, ou se quiser apenas conhecer um pouco mais do passado do estúdio Gonzo, Blue Submarine n. 6 é uma ótima opção. Mas se preferir algo com menos clichês e um pouco mais de substância, existem opções melhores.


Marcelo Reis


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