quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Gundam 08th MS Team (OVA)

OBS: Resenha publicada originalmente no Animehaus em 15/11/2004.

Alternativos: Mobile Suit Gundam: The 08th MS Team, Kidou Senshi Gundam: Dai 08 MS Shotai
Ano: 1996
Diretor: Takeyuki Kanda / Umanosuke Iida
Estúdio: Sunrise / Bandai Visual
País: Japão
Episódios: 12
Duração: 22 min
Gênero: Aventura / Mecha / Sci-Fi



08MS Team pertence ao mesmo time das séries de Gundam que, conforme a explicação que fiz ao iniciar a "review" de Gundam W, mudou o conceito dos animes do gênero, onde as máquinas deixaram de ser a vida dos soldados. E, também (como não havia citado na "review" anterior), as séries mudaram o conceito de guerra, pois antes só eram realizadas batalhas entre alienígenas ou forças superiores (preferencialmente alienígenas) e afins mas, a partir dele, o combate passou a ter como base uma guerra real, causada e lutada por homens, sem aquele falso idealismo. 

Quem está acostumado com as histórias de Gundam sabe que em todas elas o foco principal é a guerra, e nesta série não poderia ser diferente. Gundam 08MS Team é novamente baseado em guerras, desta vez no ano de 0079 da Era Espacial, entre o Side 3 ou Principado de Zeon ,e a Federação das Ilhas Espaciais. Uepa!!!....Pára tudo!!! Seção explicação: quem conhece a série sabe que este embasamento vem da primeira série lançada no mercado, Gundam 0079, cujo personagem principal é Amuro Rei, o qual pilota o RX78. Ele é o primeiro piloto de Gundam. É isso mesmo! - esta série é ambientada na mesma guerra da primeira, só que em um período diferente (fim dos comentários ou não vou conseguir terminar esta "review" nunca!). De volta ao que estava falando, a guerra surge primeiramente no espaço e segue para a Terra, que já se encontra destruída parcialmente. Guerrilhas lutam contra as forças armadas de Zeon e contra os próprios militares da Federação, para conseguir equipamento e continuar resistindo.

No meio dessa história confusa nasce uma improvável história de amor entre nossos heróis, Shiro Amada e Aina Sahalin, interpretados respectivamente por Nobuyuki Hiyama e Kikuko Inoue, que estão em lados opostos. Ele é o capitão do oitavo grupamento das forças aliadas da Federação (08MS Team), e ela, um piloto de primeira linha e irmã do líder das forças contrárias (Zeon). Este envolvimento acaba, como sempre, trazendo muita encrenca para ambos. 

Quando comecei a ver o anime, notei que a ênfase total era dada aos personagens, com os Gundans ficando em terceiro plano. Pois, primeiramente, esta é a história da guerra, seguida pelo romance, e só depois pelos Gundans (que só são chamados assim 3 vezes durante toda a série, pois no resto do tempo são apenas "mobile suits"), as ditas "maquinas de guerra", e nada mais.




Para comprovar em que direção a história está focada, basta prestar atenção nos outros personagens que fazem bonito no anime, os integrantes do "Team", como Karen (Nami Koyama), Sanders (Tesshou Genda), Eledore (Keiji Fujiwara) e Michel (Hiro Yuki). Cada um possui uma história bem interessante, uma "vida" bastante convincente, desde um compositor sem muitas esperanças até um soldado frustrado por não conseguir "salvar vidas inocentes". Além deles, existem outros personagens, mas falar sobre eles acabaria por entregar toda a história.

Obs: prestem muita atenção na briga entre Eledore e Michel... é hilária!!!! (hahahahah).

Produzida pela Bandai e Sunrise, em associação com ZRO Limit e Animaze.Inc, composto por 12 ovas e 1 movie produzidos em 1995, o anime peca um pouco na história, pois as missões nas quais são divididos os episódios ficam soltas, não existe uma ligação entre nenhuma delas, é como se alguém pensasse: "Neste episódio vamos colocá-los no deserto, neste outro na selva, no próximo no gelo...". Afe, até que dá para engolir a desenvoltura da história, mas sinceramente ninguém merece aquele final, o episódio 12 bem que podia ser cortado, um final 100% "clampesco", as meninas da Clamp e os fanáticos que me desculpem, mas finais melosos e exagerados num anime de guerra "NINGUÉM MERECE!".



Mirai no Futuri ni (For the two in the future), o tema de encerramento de Takashi Toshimi e cantado por Chihiro Yonekura, é muito bonito de se ouvir, juntamente com as outras músicas, mesmo com a trilha sonora sendo bastante parecida com a de Star Wars. Pancadaria, amor, loucura, idealismo, coragem, uma boa mistura pra qualquer hora. Mesmo com alguns sérios defeitos, é um bom anime.

Cátia Nunes

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