quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Silent Möbius (TV)

OBS: Resenha publicada originalmente no Animehaus em 01/01/2004.

Alternativos: Silent Mobius
Ano: 1998
Diretor: Hideki Tonokatsu
Estúdio: Radix
País: Japão
Episódios: 26
Duração: 23 min
Gênero: Aventura / Sci-Fi



Não haveria palavras para descrever o que senti ao assistir esse anime, mas posso afirmar que é muito interessante. Correndo por fora, é mais uma série de ficção onde as heroínas, cada uma com um passado misterioso ou não resolvido, usam e abusam dos mais diferentes tipos de poder, a tendência da moda atualmente no Japão. Foi ao ar com 26 episódios, produzidos para TV em 1998 pelo Studio AIC (Anime International Company), além de 2 movies, que foram os predecessores do anime, lançados respectivamente em 91 e 92.

Sobre o autor: Kia Asamiya é autor de mangás renomados como Dark Angel, Nadesico, Corrector Yui e também de Batman Mangá e algumas edições de Fabulosos X-Men e Star Wars. Ele anunciou recentemente dois novos mangás, Karapuri e Junk - Record of Last Hero, sendo que o segundo terá um ajudante de luxo: o diretor de RahXephon, Yutaka Izubuchi. 

Pra quem gosta de observar traços, existe uma semelhança básica entre as produções de Asamiya... basta reparar no formato dos olhos, o traço se distingue dos outros por não ser excessivamente grande mas, ainda assim, é bem maior que os usados para deixar o rosto de Kenshin Himura mais sério (nos OVAS). É só prestar atenção que será bem fácil distinguir as suas obras. Informações assimiladas? OK! Vamos ao enredo!

Criaturas que surgiram no início do século XXI, chamadas de Lúcifer Hawk, reapareceram em Tóquio nos tempos atuais e, para combatê-los foi criado um esquadrão muito especial, o Departamento de Ataques Místicos da Polícia Metropolitana de Tóquio (!!!), com a missão de proteger a população contra os ataques dessas criaturas.




Criado em 2023, este grupo formou uma divisão policial independente, chefiada por Rally Cheyenne. O departamento vigia e, de certa forma, prevê quando e onde esses ataques sobrenaturais ocorrerão. Essa vigilância constante fornece dados essenciais sobre o que eles chamam de "Mundo das Trevas" (que seria o local de onde surgem essas entidades). Originalmente, o quartel general do grupo estava estabelecido num local conhecido como Precinto 65, que fora destruído misteriosamente em 2026, logo depois de um encontro com uma entidade conhecida como Mova de Badina. Logo depois ele foi mudado para o Precinto 66, e aí ficou desde 2027. E o prédio foi reformulado para ser o Precinto 00, dividindo espaço com a polícia local. O que causa uma grande estranheza de ambas as partes, além de uma certa rivalidade.

Os personagens são: Katsumi Liqueur, a personagem principal, é uma usuária mágica, convidada a participar da equipe por motivos bem especiais; Nami Yamigumo, é classificada como "a Clérica" (seria uma versão de Subaru Sumeragi, de X), ela pode invocar poderes sobrenaturais; Lébia Maverick é uma visionária, entra em qualquer tipo de sistema. Para não me estender muito na descrição dos personagens e acabar entregando toda a trama da história, vou apenas citar os outros: Fuyuka Linqueur, Isozaki Mana, Itabashi Queen, Kiddy Phenil, Ralph Bomerz, Robert De Vice e Saiko Yuki, não se esqueça destes nomes, pois eles terão muita importância com o desenrolar da série.

"Kinda no Panse", o tema de abertura, é muito bom, mas a trilha sonora não impressiona. A animação, na minha opinião, poderia ter sido um pouco mais trabalhada, pois é bem escura e muitas vezes lembra os desenhos americanos (óbvio! baseando-se no passado do próprio autor...). A história em si é muito boa mas, às vezes, desanda para o dramalhão mexicano, com cada solução idiota (eta decepção!). Mas, no conjunto, é um anime que envolve.




À primeira vista, quando comecei a assistir ao anime, tive a impressão de que seria uma versão feminina de Cowboy Bebop, mas com o desenrolar da série notei que era um mero engano. As cenas de ação ininterrupta cansam, e nem de longe existe a possibilidade de se comparar a animação, mas a história segue a mesma linha, historias curtas com um enredo de fundo, que vai aparecendo aos poucos, juntamente com o passado obscuro de cada personagem. Agora vocês entendem por que comparei com Cowbee? ^__^. 

Se você esta atrás de uma boa distração vale a pena!
Cátia Nunes

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