sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Nodame Cantabile: Paris-Hen (TV)

OBS: Resenha publicada originalmente no Animehaus em 18/12/2009

Ano: 2008
Diretor: Chiaki Kon
Estúdio: GENCO / J.C. Staff
País: Japão
Episódios: 11
Duração: 23 min
Gênero: Comédia / Musical / Drama



Primeiramente, é aconselhável ler esta resenha caso já tenha assistido à primeira temporada, que se chama apenas ”Nodame Cantabile“, pois alguns acontecimentos aqui relatados podem frustrar a experiência de quem ainda for assistir a anterior.

Muito bem. Esta segunda fase de Nodame Cantabile se passa em Paris, como o próprio título diz. Nodame e Chiaki dão uma guinada em suas vidas como músicos e agora estudam no berço da música clássica (Europa). Mais uma vez são vizinhos de apartamento e, mais uma vez, vemos uma história agradável.

Os dois personagens principais se mantêm no mesmo nível em relação aos seus hábitos e personalidades, embora um pouco mais adultos agora. Mas como é impossível não ligar uma fase do anime à outra, a primeira coisa que se percebe em Paris-Hen são os personagens secundários um pouco mal desenvolvidos. Na primeira fase tínhamos personagens como Mine, Masumi, Stresemann, e também os personagens que faziam parte da orquestra de Chiaki, que davam um brilho a mais à série. Agora temos de cara dois personagens não muito brilhantes: Frank e Tanya, vizinhos de Nodame e Chiaki. Vemos ainda a talentosa pianista Rui, mas que também não tem uma participação grandiosa no anime. Há pelo menos a aparição de um conhecido personagem e seu oboé, que estava na primeira temporada e que também faz parte deste elenco, dando o preenchimento que faltava. De fato, esse capítulo mostra o aprofundamento da relação entre Nodame e Chiaki, e entre eles e a música profissional, e é simplesmente nisso que a obra se centra. Percebe-se também que os dois aparentam estar mais ”humanos“ também, ou seja, suas emoções e atitudes estão mais realistas em relação à primeira fase.


Como a obra é um pouco mais curta, alguns aspectos técnicos foram melhorados, como os movimentos enquanto algum músico toca seu instrumento, que agora estão mais constantes e precisos. Os movimentos de Chiaki enquanto rege também estão mais caprichados. Porém, estranhamente, os traços dos personagens estão um pouco menos detalhados.

Certamente, quem assistiu ao primeiro vê que esta série serve apenas para fazer a passagem da primeira fase para a terceira, dedicando-se fortemente ao relacionamento de Nodame e Chiaki. A obra inteira, em sua história, não possui tanto brilho, nem mesmo tantos momentos engraçados. O enredo, logicamente rápido (11 episódios), pouca emoção tem, exceto nos três últimos episódios, que mostram alguns acontecimentos interessantes. O final do anime é igualmente rápido e mostra mais uma vez que esta é uma fase transitória.



Nodame Cantabile: Paris-Hen não é de maneira alguma uma obra descartável. Pelo contrário, é de profunda importância para o que virá depois. Talvez alguns personagens desse capítulo não tenham sido muito bem desenvolvidos por não aparecerem na terceira e última fase, sendo, portanto, desnecessários. E quem sabe os personagens marcantes da primeira fase não dão as caras no final da série? Para quem não assistiu ao início, esta obra pode ser tornar um pouco desagradável, e nem mesmo terá algum impacto. Mas quem viu o início e quer continuar vendo até o grand finale em Nodame Cantabile: Finale, esta obra é indispensável e essencial.


Marcos França


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