sexta-feira, 18 de novembro de 2016

The Tower of Druaga: The Sword of Uruk (TV)

OBS: Resenha publicada originalmente no Animehaus em 21/04/2011

Alternativos: Druaga no Tō - The Sword of Uruk
Ano: 2009
Diretor: Koichi Chigira
Estúdio: Gonzo
País: Japão
Episódios: 12
Duração: 24 min
Gênero: Ação / Aventura / Fantasia



Druaga no To, ou The Tower of Druaga, originalmente é o nome de um jogo lançado pela Namco em 1984 e que fez relativo sucesso na época, sendo lançado posteriormente para outros consoles. O objetivo era passar de todos os labirintos derrotando monstros e encontrando os itens e artefatos necessários para evoluir e seguir para a próxima fase controlando o guerreiro Gilgamesh, até chegar ao topo da torre, derrotar o monstrengo Druaga e salvar a jovem donzela Kai.

(ATENÇÃO! Abaixo seguem revelações sobre o enredo da 1ª temporada Druaga no To: The Aegis of Uruk. Você foi avisado.)

Na versão para anime, vimos que Jil e seus companheiros conseguiram chegar ao topo da torre e derrotar Druaga, além de presenciarem a misteriosa e surpreendente traição de Neeba e Kaaya. Cerca de meio ano se passou após estes acontecimentos, e agora Jil e Fatina vivem, junto com todos do continente de Meskia, um período de paz e prosperidade, já que o guardião da torre foi derrotado e, consequentemente, todos os outros monstros também. Esse período começa a ter o seu fim quando uma misteriosa menininha é perseguida por soldados. Seu nome é Kai, que pode ser a chave para desvendar um grande mistério oculto na torre. É hora de Jil retornar ao seu “trabalho” e tentar salvar Kai, além de tentar descobrir quem é ela e, finalmente, entender porque Neeba e Kaaya o traíram.

Ver o final de The Aegis of Uruk foi uma surpresa e tanto, ao ver a reviravolta que a série tomou para a 2ª fase, e Jil carregando Fatina nos braços dentro da água depois de saber da traição foi uma das melhores cenas do anime. Tudo parecia caminhar para uma 2ª fase excelente, com provavelmente mais drama e talvez um Jil mais furioso. Não que Jil virasse completamente um sanguinário revoltado, ou não teríamos que dar algumas risadas como na 1ª fase, mas bem que The Sword of Uruk poderia ter nos dado uma sensação maior da ameaça que antes tinha nos dado. Mas, afinal, o que aconteceu pra série não ser melhor do que The Aegis of Uruk?


Vale mencionar que houve melhorias em alguns aspectos, como mais ação e aventuras, com locais bem variados e acontecimentos nostálgicos, além de mais surpresas e reviravoltas. Vemos perseguições, correrias, lutas mais dinâmicas, mais trabalho em equipe e mais seriedade, principalmente ao vermos as atitudes do rei Gilgamesh e sua aparência um tanto melancólica/depressiva... Por que isso? Garanto que ele é um dos núcleos do enredo juntamente com Kai, por isso fiz uma menção aos dois personagens do enredo original do jogo na introdução.

Mas será que não foi a diminuição do lado cômico que fez essa fase não ser tão boa assim? Ou será que todos esperavam os personagens principais com mais poderes, um nível maior de força, em função do seu aspecto “RPGístico”? Ou será ainda que não foi o próprio rumo que a série tomou, resultando em um final, digamos, decepcionante? Sim, poderia haver um final melhor, um final que rendesse o que rendeu a 1ª fase. Difícil saber. Uns acham que foi isso, outros acreditam que foi aquilo, mas a verdade é que, no geral, a série perdeu seu brilho.

Em questões técnicas o anime se mantém no mesmo patamar, com a introdução bem trabalhada e divertida como anteriormente, traços firmes com animação boa, e músicas simples, nada extraordinário.

O carisma dos personagens continua muito bom (apesar de Neeba e Kaaya terem estado tão... tão sem sal), e personagens novos entram em cena, e entram bem até. Mas Jil e Fatina talvez tenham sido realmente os personagens de maior brilho, junto a Henaro e a presença de certo personagem masculino no grupo (surpresa), além do próprio Gilgamesh. E nem mesmo Melt e Koopa ficaram bem nessa fase. Mesmo assim, ainda acontecem algumas surpresas legais que valem a pena ver.



Mas confesso que esperei demais por Sword of Uruk, o que alimentou ainda mais minha decepção no decorrer do anime. Afinal desde o lançamento de Aegis of Uruk, já havia uma prometida 2ª temporada. Pra quem viu a 1ª fase, ainda aconselho a ver o resto, já que nem todos têm a mesma opinião sobre o anime, e digo que, ainda assim, Druaga no To é um bom anime que soube misturar relativamente bem fantasia, comédia e aventura. O conselho final: não assista com muita expectativa.


Marcos França


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