Mostrando postagens com marcador ecchi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ecchi. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, fevereiro 14, 2013

Iketeru Futari (TV)

OBS: Resenha publicada originalmente no Animehaus em 18/08/2002.

Alternativos: Cool Couple
Ano: 1999
Diretor: Takeshi Yamaguchi
Estúdio: J.C. Staff / TBS
País: Japão
Episódios: 16
Duração: 8 min
Gênero: Comédia / Romance


Saji Keisuke é um adolescente de 16 anos, com todas as dúvidas e inseguranças comuns aos jovens desta idade. Saji é também um taradão compulsivo, sempre de olho nas calcinhas da garotas e criando as mais loucas fantasias sexuais em sua cabeça! Apesar desta compulsão incontrolável, Saji gosta muito de sua colega de escola Koizumi Akira, uma garota muito lindinha e nervosíssima que, para sua infelicidade, não lhe dá muita bola.

Certa noite, Saji pega emprestado o telefone celular de seu pai e recebe o telefonema de uma misteriosa garota chamada Alice, que o convida para uma noite de aventuras loucas! ^_^ Ele pira, fica muito doidão e sai para encontrar esta tal Alice, com mil fantasias picantes rolando na mente! Nem tudo corre da maneira esperada, é claro, mas o que se desenrola daí para a frente pode mudar a vida de nosso amigo tarado!


Iketeru Futari é uma série de 16 episódios curtos (apenas 5 minutos cada), "ecchi" até a alma e com uma enorme quantidade de "fan-service" e sacanagem implícita. Mas, acima de tudo, Iketeru Futari é uma série muito, muito engraçada! Acho que apenas Golden Boy e Dragon Half me fizeram rir tanto! Além dos traços hilários e das situações surreais, Iketeru Futari se beneficia do excelente trabalho feito pelos "seiyuus". Não dá para segurar o riso com os gritos desesperados de Saji chamando por "Kooooizumiiii!!!". =)

Saji é um personagem cativante: apesar de tarado e safadão, os sentimentos que tem por Koizumi são sinceros, e é muito legal ver que ele amadurece bastante ao longo da série (hmmm, será?? ^_^). Koizumi é a cara de Rei Ayanami (Evangelion), e tem alguns problemas afetivos que bloqueiam as suas emoções, não só em relação a Saji mas também no que diz respeito a suas amigas. Outras personagens bacanas são: Yuki Umemiya, amiga de infância de Saji, exímia jogadora de basquete e com peitos gigantescos! ^_^ ; Amakasu Maki e Ariagase Ryoko, as duas melhores amigas de Koizumi, fazem de tudo para ajudar Saji em sua luta insana para conquistar o coração de sua colega.



O grande trunfo de Iketeru Futari é ser despretensioso. Sua trama simples não se preocupa em analisar com profundidade o "bem-me-quer, mal-me-quer" que rola entre Saji e Koizumi. Desde o início, dá para perceber que a intenção dos produtores foi criar um ecchi desmiolado e hilário. Conseguiram, com louvor! Iketeru Futari tem a profundidade de uma poça d´água, mas é simplesmente irresistível!


Marcelo Reis


 

quarta-feira, fevereiro 13, 2013

Colorful (TV)

OBS: Resenha publicada originalmente no Animehaus em 06/05/2011.

Ano: 1999
Diretor: Ryutaro Nakamura
Estúdio: Studio Wombat / Triangle Staff
País: Japão
Episódios: 16
Duração: 6 min
Gênero: Comédia / Slice of Life / Ecchi



Entre 1997 e 2002, a emissora japonesa TBS exibia um bloco de animes chamado "Wonderful" no início da madrugada. A grande maioria dos títulos exibidos consistiam de comédias rasgadas com muitas "gags" visuais e conteúdo "ecchi" bem evidente, como "Iketeru Futari", "Ippatsu Kiki Musume" e "Momoiro Sisters". Para maiores informações, um link interessante: http://www.awesome-engine.com/2010/04/09/past-my-bedtime-part-v-wonderful/

Baseado no mangá homônimo de Torajirou Kishi, "Colorful" foi exibido no bloco "Wonderful" em 1999, e de cara chama a atenção a equipe de classe envolvida em sua produção, nomes que dificilmente alguém associaria a animes descabeçados e com muito "ecchi". O diretor é Ryutaro Nakamura, responsável por nada menos que "Serial Experiments Lain" e "Kino no Tabi". O roteiro é de Kazuharu Sato, que realizou a mesma função em "Earth Girl Arjuna" e "Noein". E o desenho de personagens ficou a cargo de Takahiro Kishida (Arjuna, Baccano! e Koi Kaze). Será que esta equipe de peso conseguiu dar conta do recado?

Os 16 curtos episódios de "Colorful" basicamente mostram a mesma coisa: casos mais ou menos bizarros envolvendo homens taradões e retardados, e mulheres deliciosas. Alunos vidrados na professora de inglês gostosa, professor de Educação Física vidrado na pupila gostosa, "salaryman" vidrado na sobrinha gostosa, e por aí vai. Invariavelmente, os homens são possessos e suas reações são registradas de forma cartunesca, enquanto as mulheres são sempre bonitas e bem torneadas. E entre histórias de jovens dando cabeçadas em postes, um americano aspirante à cineasta que quer mostrar todo o "exotismo" do Japão e até mesmo uma mulher gigante (!), ocorre uma exibição ininterrupta de calcinhas, sutiãs e decotes para fazer a alegria masculina.


Pode ser que uma ou outra mulher até ache alguma graça em "Colorful", mas não dá para negar que este é o típico anime feito de homens para homens. E é preciso ter a cabeça realmente aberta, já que algumas situações são altamente sexistas, com um preconceito pesado com mulheres gordas e mais velhas. E a já citada linha narrativa envolvendo um tio e sua sobrinha "gatinha" incomoda demais, e isto vindo de uma pessoa que curtiu demais "Koi Kaze".

Se estas coisas não incomodarem o espectador, não dá para negar que, ao menos no início, "Colorful" é hilário. É muito difícil segurar o riso com as impagáveis expressões faciais dos personagens frente a algum fato excitante, como peitos amassados no vidro, algum toque "involuntário" num peitinho, ou uma torcida insana para que um botãozinho resistente numa blusa arrebente logo. Jovens e velhos, atletas e sedentários, todos parecem pensar o tempo todo apenas "naquilo". E nenhum personagem é lá muito marcante, até mesmo por todos se comportarem de forma muito parecida.

Os cenários de fundo são super simples, e ocorre a repetição de algumas animações ao longo da série, especialmente nos episódios finais. Mas algumas partes são muito bem feitas e inspiradas, imitando videoclipes e animes da década de 80. E são de matar de rir as cenas que surgem quando os personagens "viajam na maionese" imaginando as coisas mais implausíveis, com uma imagem cheia de luzinhas e uma voz absolutamente retardada ao fundo.

Incrível dizer isto sobre uma série que tem, no total, míseros 96min, mas o grande problema de "Colorful" é o fato de ser tremendamente repetitivo. Como já foi dito, o riso rola solto nos três ou quatro primeiros episódios, mas como as situações exibidas são sempre muito parecidas, a sensação inicial de novidade passa, e o restante da série fica um pouco maçante. Os episódios possuem uma certa ligação, mas a "história" central não empolga a ponto de compensar o tédio da repetição de caretas e gritos frente à profusão de calcinhas e sutiãs.




Com alguns momentos brilhantes e vários constrangedores, "Colourful" não chega a ser desprezível, mas acaba prejudicado de forma bem evidente pela repetiçao e por algumas facetas incômodas de sexismo. Em se tratando de animes com temática semelhante, sou muito mais um "Iketeru Futari" ou um "Ebichu".


Marcelo Reis